sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Promoção Internacional


Tem sido polémica a última campanha internacional de promoção além fronteiras da marca Portugal. Confesso que penso que não começa muito bem. Diria que revela pouco crer e confiança no que é verdadeiramente a força e os símbolos nacionais.

Em primeiro lugar confia a marca e a sua promoção a um Nick Knight (sabem quem é?) suposto ícone internacional da fotografia recusando logo o recurso a um profissional nacional. Parece então que iremos à boleia de tal ícone, o que nos favorece, recebendo o prémio daquele fotografar os nossos ídolos e de os (nos) guiar por esse mundo fora.

Depois, confesso que tenho alguma dificuldade em descortinar o que os Outdoors pretendem verdadeiramente representar: que mensagem? Somos um país de heróis (maioritariamente desportistas) e de pessoas com valor? Apenas isto?

Que valores? Modernidade (são todos jovens)? Ousadia? (só se for o Mourinho).
A West Cost, representa, talvez, a mensagem mais acertada e mais feliz. Pretendemos surgir como um país com características geográficas e climáticas como a Califórnia (em vez do Sul da Europa – periféricos – antes a costa Oeste dessa Europa). Mas então imagem nenhuma representa, reforça e evidencia a força da natureza, das paisagens, do clima, da paz e qualidade de vida do país. Forçamos demasiado a mensagem em ídolos do desporto. Então a cultura? A literatura? A ciência? A gastronomia? As novas tecnologias? Afinal o que pretendemos é afirmar um Portugal moderno e inovador, ou não será?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Os Desafios do Comércio Marítimo


Quando 40% do tráfego europeu é feito por via marítima e o porto de Sines regista o terceiro maior crescimento europeu em termos da carga de contentores (cresceu 139,2% em 2006) é chegada a altura de Portugal apostar e investir com muita insistência no sector portuário e tornar o país um forte interventor no transporte marítimo europeu.


Trata-se de um sector que exige investimentos financeiros de grande envergadura mas que justificam uma aposta estratégica ou não fosse Portugal um país com a maior Zona Económica Exclusiva da Europa e tão forte componente insular.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

2007 - Excelente ano turístico


Agosto foi o melhor mês de sempre para o turismo português na visita de estrangeiros.

Esta era uma notícia recente de um jornal diário nacional, suportada por dados do Banco de Portugal. De facto as receitas turisticas ultrapassaram em Agosto mil milhões de euros, o que nunca antes se verificara. Estas receitas cresceram 10,5% em Agosto face ao mês homólogo do ano de 2006. O crescimento médio das receitas deste ano foi de 12%. Outros meses viram estas receitas crescer a dois dígitos exceptuando Maio (8,6%) e Julho (9,7%).

As receitas do turismo atingiram 4.930 milhões de euros desde Janeiro o que corresponde a um acréscimo de 520,3 milhões de euros nos 8 meses que decorreram até Agosto. A manter-se este cenário, Portugal está assim no bom caminho quanto à estratégia nacional para o turismo. Os resultados aparecem.

Pretende-se contudo que esta estratégia seja sustentada por medidas claras e coerentes de projecção internacional da imagem e da marca Portugal, suportadas por uma organização interna coerente, eficiente e despolitizada das instituições (demasiadas e diversas) que actuam neste vector importante da economia portuguesa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Portugal e o Mar


O Presidente da Republica, Cavaco Silva, defendeu há dias a necessidade de Portugal apostar e desenvolver uma politica virada para os assuntos do mar. Penso que defendeu e bem esta ideia porque o país precisa, o país pode e o país deve.

São inúmeras as boas oportunidades que uma estratégia virada para os assuntos do mar pode proporcionar a Portugal. E não é só o aproveitamento do sol e das praias, do turismo e da imagem de um país de belezas naturais atlânticas. É também a indústria pesqueira, com a riqueza e variedade de espécies piscícolas que se conhecem e que pode ainda transformar-se num cartão de visita para o exterior, a imagem da nossa história de país de navegadores e que deu novos mundos ao mundo (um grande legado histórico) para além do aproveitamento energético potencial (futuro) com a energia das ondas.

Mas é também uma política de portos consentânea com uma estratégia comercial marítima que importa desenvolver e projectar. Aproveitando uma posição geoestratégica que pode ser determinante para a afirmação de Portugal no mundo.

Lisboa viveu muitos anos de costas voltadas para o Tejo. Que o país não viva de costas voltadas para o mar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Portugal Turístico - Costa Vicentinna


Dizem-nos os turistas estrangeiros que gostam do nosso país.

Gostam do sol, das praias, da gastronomia e da simpatia hospitaleira. Do calor latino, e, em especial, da boa cerveja, do golfe e da segurança.

Foi este um ano de sucesso turístico em Portugal (Lisboa e em especial no ALLgarve). Com um nível de ocupação hoteleira acima dos 96%. Apesar do pesadelo que nos invadiu com o caso Maddie. Caso infeliz que em qualquer país poderia ocorrer. Não por ser Portugal.

Somos um país de pérolas. Todas estas que acima referi. E o país tem espaço, tem ar, sol, àgua e vento para oferecer. Aos que estão e aos que chegam. Aos que depois partem e aos que ficam. E até ao ALLgarve, temos Tróia, Soltroia e a Comporta. Pérolas do Oceano. É visitar para ver. Praias únicas de areia branca e fina beijadas por um mar magnífico. Observadas ao longe pela Arrábida. Disponíveis com um prato de lentilhas, mexilhões, de sargos, robalos, chernes e garoupas. Até de barrosâ ou de porco preto.

Uma costa vicentina quase virgem. Impoluta. Solarenga e brilhante.

Um país de brandos costumes. Mas de brandas ousadias. Falta o crer. Servir uma procura turística com elevada qualidade em serviços de lazer especiais (clínicas médicas, descanso, recuperação, de SPA´s) com nobreza e requinte. Um mercado de futuro e para o futuro.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Meco


Venho do Meco, vivo no Meco, vivo o Meco.

Onde o som das palavras é bebido pelo oxigénio no ar e pela seiva das árvores. Onde os pensamentos são ouvidos através do canto dos pássaros.

Onde a madrugada é ímpar e onde a vista descansa no manto verde beijado pelo mar.

Que sítio este que nos absorve. Que país este que gerou este quadro, real, onde é possivel viver.

Que o país não destrua o que alguém superior criou.

Este é o nosso país, Portugal.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Um país a fogo


A ONG ambiental "Greenpeace" classificou como criminoso o que se está a passar na Grécia. Como dizia ontem uma jornalista grega, metade do país está a arder. Diz o Greenpeace que a falta de uma política florestal sustentada, referindo-se à ausência de um planeamento florestal adequado, o desconhecimento da propriedade florestal e do que pode ou não ser classificado como floresta, levando à falta de limpeza e tratamento desta, são alguns dos factores que têm provocado esta calamidade. Diz ainda que parte da culpa é dos construtores que são suspeitos de provocar parte dos fogos por razões de cariz económico, já conhecidos. Verdadeiramente sinistro.

Tudo isto nos lembra um pouco o nosso passado recente e as calamidades por que passámos. Atente-se à importância de uma política clarificadora e bem planeada que incida sobre um dos bens mais preciosos de um país - a sua floresta. Sobre a natureza e ambiente não pode haver ambiguidades, pois todos pagamos a factura, actual e futuramente. Porque será que isto acontece nos dois (até há bem pouco tempo) mais pobres e menos desenvolvidos países da UE a 15?


Neste campo, feliz o ano de 2007 e parabéns pelas medidas tomadas, que pelos vistos, algum resultado produziram.

Protejamos a floresta e amemos o mar.