sexta-feira, 14 de agosto de 2009

É tempo de Leitura, de Mar e de Amar Portugal




É tempo de Verão, de férias, de prazer e reflexão.

É tempo de paragem, de pensamento e de diversão.

É tempo de sol, de praia e de observação.


É tempo de leitura.


Por isso sugiro a leitura de David Lodge e do seu último romance "A vida em surdina". Mais um exemplo de um autor excepcional. Cuja linguística, enredo e inteligência na escrita são inigualáveis.


E aproveitar para amar...muito. O mar, a familia, o peixe fresco e salgado e a companhia dos amigos.


Mais tarde voltarei ao tema do mar. Da economia do mar.


Portugal e o seu mar, a sua costa e as actividades que o país poderá usufruir se explorar de forma adequada o que está em estreita ligação com o mar.


O sol, a praia e o turismo. A gastronomia própria e única e a riqueza da mesma, ímpar e inigualável.


A nossa história, os monumentos que a testemunham.


A exploração das actividades marítimas como a pesca desportiva, as actividades turístico-culturais e os desportos ligados aos rios, ao surf, à vela ou outros.


As ofertas de um país único como Portugal.


O investimento político nas actividades piscatórias: a sardinha, o carapau, o sargo, o robalo, o selongo, o cherne, a garoupa, a dourada ou o linguado.


O investimento político nas actividades de saúde privada aos nossos turistas: um serviço nacional de saúde dedicado de forma eficiente aos portugueses e aos turistas que nos visitam. Num país ameno de clima ameno e de enorme riqueza cultural e paisagística.


Não tenhamos dúvidas: é isto que nos distingue.


É, por isso, tempo de leitura, de mar, e de amar Portugal.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa e leitura


Tempo de Páscoa, tempo de reflexão. Tempo de descanso e de paragem.


Tempo de pausa e de pensamento.


Tempo de leitura, de boas leituras, de grandes ou pequenas obras.


Sugiro uma obra, entre muitas: Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares. Obra grande e grande obra.


Leitura de factos históricos e de bela narração. Descrevendo tempos idos, onde a luta e a reflexão (interna e externa) movia homens para uma revolução, em busca da sua liberdade e da liberdade dos seus.


Tempos de debate, de tertúlia política, de defesa de posições e de princípios. Tempos igualmente de fuga, à tortura e à perseguição. Ao aprisionamento do pensamento.


Vale a pena ler.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Um clima social difícil um novo paradigma social


Não pode nem deve ser desvalorizada a situação vivida na Grécia com as manifestações de violência que têm ocorrido nas ruas da capital e do país.

Não se tratam de manifestações por parte das classes baixas e desfavorecidas do país. São antes provenientes da classe média e média alta, as quais vivem num clima de total desalento, total descrença, falta de perspectivas de vida, com salários em desvalorização, com o agravamento do custo de vida e aumento do desemprego.

Dizem nas entrevistas que não esperam mudanças no ensino, nos programas ou nos professores. Querem antes mudar de vida. Mudar a sua vida.

Estes movimentos de instabilidade social, são um sinal negativo e preocupante do estado social de uma Europa em crise financeira, económica mas também social.

Espera-se em Portugal por um verdadeiro sentido de cidadania, de coesão social, encerrando numa caixa o sentimento de crispação vivido entre as pessoas. Para combater o desalento sentido. E que o Estado actue socialmente. Focalizado nas pessoas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O verdadeiro Timoneiro


É o que necessitamos. De ousadia e talento, a sério. Para ser proactivo, motivador, enérgico, competente.

Desafiador, com visão de longo prazo, não de vistas curtas. Capaz de incentivar, de orientar, de demonstrar e capacitar. Capaz de ouvir, reflectir e decidir.

De deixar o team evoluir, dar de si o melhor, ter confiança e conquistar. Permitir que o team se liberte e que consiga voar. Sobre o seu olhar, sobre a sua orientação.
Justify Full
É assim mesmo. Ser competente e ter talento é permitir que os seus o tenham, se afirmem e o afirmem.

É o que muitas vezes nos falta. Saber estar e orientar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O Vento e o Mar


Vide
Vide ver o vento que oculta o verde do mar

Vide
Vide ver o vento que nos leva a navegar

Vide
Vide ver o vento que nos trás a tempestade

Vide
Vide ver o vento que circula pelo ar

Vide
Vide ver o vento que gera as ondas do mar

Vide
Vide ver o vento que nos leva a naufragar

Vide

Vide ver o vento que nos poisa noutro lugar

Vide

Vide ver o vento

Que esvoaça

Além mar

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O Talento em Português


Este sim é o verdadeiro talento português. Nelson Évora e Vanessa Fernandes. O nosso ouro e a nossa prata. Atletas olímpicos. Os melhores de entre os melhores. Estes que muitas vezes passam ao lado das luzes da ribalta.

Fruto do seu esforço, dedicação, trabalho e profissionalismo. Num país tão relativamente pequeno em população, daqui saíram dois campeões. Esta é a relação que temos que estabelecer. Somos apenas 10 milhões, contra os 1,3 mil milhões de chineses, 180 milhões de brasileiros, quase 300 milhões de americanos ou 40 milhões de espanhóis. Só para dar alguns exemplos.

Mas estivemos lá e ganhámos. Parabéns aos campeões e parabéns a Portugal. E mais uma vez, esqueçamos os que tentando, falharam. Apoiá-los sim, para sustentar futuras vitórias.

Viva Portugal.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Cooperação para o Desenvolvimento - Que ajuda?


Ajuda ao desenvolvimento em risco

Este era o título de um artigo recente publicado no Semanário Económico e que concluía que os dados sobre a ajuda ao desenvolvimento publicados pela OCDE eram desoladores. Segundo aqueles dados os principais países doadores – UE, EUA, Canadá e Japão – não conseguiram dar cumprimento aos seus compromissos financeiros de combater a pobreza no mundo e proporcionar um futuro melhor a milhões de homens, mulheres e crianças.

Segundo o mesmo artigo, os números da ajuda ao desenvolvimento em 2007 ficaram muito além dos objectivos fixados. No ano passado a parte de ajuda pública ao desenvolvimento concedida pela UE em relação ao rendimento nacional bruto, diminuiu de 0,41% para 0,38%, quando os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio definiram até 2015 que esta deveria atingir os 0,7%.

Significa que em 2007 cerca de 1.700 milhões de euros foram doados a menos, o que teria permitido tratar milhões de crianças, dos 11 milhões que morrem anualmente por falta de cuidados de saúde, para citar alguns exemplos.

E a crise alimentar provocada com o aumento dos preços dos bens alimentares em especial dos cereais e do arroz, certamente irá agravar este estado de coisas. Um problema que pôs já em risco o Programa Alimentar Mundial. Um problema preocupante que a todos nos deve merecer uma reflexão, e, mais do que isso, alguma acção.

Posto isto, quais serão as razões? Menor solidariedade? Efeitos da crise financeira mundial? Enfraquecimento da atitude dos mais ricos face à problemática da ajuda ao desenvolvimento?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cereais e biocombustíveis


Verdadeiramente preocupante a evolução dos preços nacionais e internacionais dos cereais.

Arroz, trigo, milho, soja, girassol e outros. Componentes essenciais da dieta alimentar dos povos, ricos e pobres.

Preocupante o seu impacto negativo na ajuda aos pobres dos países menos desenvolvidos, em especial da África, dada a escassez da oferta disponível. Não só a elevada procura para o consumo alimentar mas de igual forma para a produção dos biocombustíveis (em especial do biodiesel) são alguns factores desta escalada.

Preocupante e determinante para um certo equilibrio social. Se por um lado põe em causa a estabilidade social (crispação pela degradação do nível mais básico da vida - a alimentação e o sustento básico das familias) por outro lado põe já em causa a validade dos modelos de produção energética alternativa através dos biocombistíveis. Como será o desenlace desta questão?

terça-feira, 4 de março de 2008

Talento em Portugal


Está na ordem do dia falar-se em talento, na retenção de talento ou na identificação e recrutamento de pessoas com talento. Talento passou recentemente a fazer parte do léxico de muitos empresários, gestores, políticos ou outros opinion makers.

É bonito e importante falar em talento. Para se parecer talentoso. Se calhar é até chic ou muito in falar daquele de uma forma sofisticada como sofisticados parecem ser aqueles que são possuidores de talento. Claro são talentosos!

Mas exigir talento ou pessoas talentosas não passa de uma falácia e hoje em dia de um lugar comum. Quem são os talentosos? Nós? Eles? Quem somos nós? E quem são eles? E o que é o talento? Formação? Experiência? Atitude? Capacidade inata de fazer algo melhor e com mais competência a um nível de qualidade e eficiência que outros não conseguem? Ou o fenómeno da simples cunha? Talvez importasse definir claramente o que se entende por talento.

Seria igualmente relevante perceber porque se fala hoje tanto em talento? Dão os empresários apoio ou oportunidades aos talentosos? Aos jovens licenciados de elevado potencial, mediante a oferta de empregos qualificados e remunerados na justa medida? Àqueles que são ou podem vir a ser verdadeiramente talentosos? Oferecem-lhes boas expectativas de carreira, possibilidade de afirmação e realização pessoal e perspectivas de evolução, amadurecimento pessoal e profissional? Capacidade de virem a ter uma vida própria? Se sim, porque observamos então uma fuga sistemática e preocupante destes jovens talentos lá para fora, onde, por exemplo na Espanha, Inglaterra, Alemanha, Holanda ou EUA os recebem, talentosos, de braços abertos? Colocando a sua sabedoria e talento ao serviço das concorrentes instituições europeias e de outras partes do mundo?

E que dizer daqueles licenciados, profissionais de diferentes áreas, que já deram prova do seu talento e experiência que neste momento se encontram na fila do desemprego porque os talentosos empresários resolveram por em prática com algum talento programas de downsizing das suas empresas de modo a manterem só para si os seus talentosos resultados?

Ou será que quando falam (e se fala) em talento apenas se pretende fingir que se fala dos outros não se pretendendo outra coisa que não seja demonstrar e exprimir com uma vaidade subentendida que talentosos são eles (somos nós) porque, claro está, só exigem e procuram os serviços dos talentosos? Complexo não?

É extraordinário que num país como Portugal onde as carências em termos de conhecimento, formação e talento são tão vincadas, assistamos ao fenómeno de sujeitarmos mais de 65 mil licenciados ao desemprego. E que empresas em áreas tecnológicas nos digam que têm que recrutar centenas de jovens talentosos noutros países uma vez que estes não existem em Portugal. Quem sabe ainda algum destes jovens e talentosos emigrantes terá a sorte de ser recrutado na Alemanha ou na Holanda como jovem talento para trabalhar em Portugal.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Portugal paladino da energia das ondas


Portugal prepara-se para inaugurar o primeiro parque comercial de energia das ondas, capaz de fornecer energia não poluente a 350 mil casas. Este é o artigo recente da revista Construção & Negócios.

O investimento rondará os 9 milhões de euros e poderá fornecer energia para 6.000 habitantes numa primeira fase, prevendo-se a instalação de 5.000 MW até 2020. Segundo a ENERSIS, este projecto representa "montar o primeiro parque de energia de ondas no mundo". Esta entidade conta ter em funcionamento já em 2008 cerca de 30 máquinas (serpentes marítimas) para a produção de energia renovável.

Mais uma vez vemos o país no dominio de tecnologia de ponta e no topo da inovação. É um exemplo do que de positivo se pode construir com engenho e arte. Portugal é de facto um país com condições únicas e por isso excepcionais para investir, tratar e rentabilizar alguns tipos de energias alternativas.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Promoção Internacional


Tem sido polémica a última campanha internacional de promoção além fronteiras da marca Portugal. Confesso que penso que não começa muito bem. Diria que revela pouco crer e confiança no que é verdadeiramente a força e os símbolos nacionais.

Em primeiro lugar confia a marca e a sua promoção a um Nick Knight (sabem quem é?) suposto ícone internacional da fotografia recusando logo o recurso a um profissional nacional. Parece então que iremos à boleia de tal ícone, o que nos favorece, recebendo o prémio daquele fotografar os nossos ídolos e de os (nos) guiar por esse mundo fora.

Depois, confesso que tenho alguma dificuldade em descortinar o que os Outdoors pretendem verdadeiramente representar: que mensagem? Somos um país de heróis (maioritariamente desportistas) e de pessoas com valor? Apenas isto?

Que valores? Modernidade (são todos jovens)? Ousadia? (só se for o Mourinho).
A West Cost, representa, talvez, a mensagem mais acertada e mais feliz. Pretendemos surgir como um país com características geográficas e climáticas como a Califórnia (em vez do Sul da Europa – periféricos – antes a costa Oeste dessa Europa). Mas então imagem nenhuma representa, reforça e evidencia a força da natureza, das paisagens, do clima, da paz e qualidade de vida do país. Forçamos demasiado a mensagem em ídolos do desporto. Então a cultura? A literatura? A ciência? A gastronomia? As novas tecnologias? Afinal o que pretendemos é afirmar um Portugal moderno e inovador, ou não será?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Os Desafios do Comércio Marítimo


Quando 40% do tráfego europeu é feito por via marítima e o porto de Sines regista o terceiro maior crescimento europeu em termos da carga de contentores (cresceu 139,2% em 2006) é chegada a altura de Portugal apostar e investir com muita insistência no sector portuário e tornar o país um forte interventor no transporte marítimo europeu.


Trata-se de um sector que exige investimentos financeiros de grande envergadura mas que justificam uma aposta estratégica ou não fosse Portugal um país com a maior Zona Económica Exclusiva da Europa e tão forte componente insular.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

2007 - Excelente ano turístico


Agosto foi o melhor mês de sempre para o turismo português na visita de estrangeiros.

Esta era uma notícia recente de um jornal diário nacional, suportada por dados do Banco de Portugal. De facto as receitas turisticas ultrapassaram em Agosto mil milhões de euros, o que nunca antes se verificara. Estas receitas cresceram 10,5% em Agosto face ao mês homólogo do ano de 2006. O crescimento médio das receitas deste ano foi de 12%. Outros meses viram estas receitas crescer a dois dígitos exceptuando Maio (8,6%) e Julho (9,7%).

As receitas do turismo atingiram 4.930 milhões de euros desde Janeiro o que corresponde a um acréscimo de 520,3 milhões de euros nos 8 meses que decorreram até Agosto. A manter-se este cenário, Portugal está assim no bom caminho quanto à estratégia nacional para o turismo. Os resultados aparecem.

Pretende-se contudo que esta estratégia seja sustentada por medidas claras e coerentes de projecção internacional da imagem e da marca Portugal, suportadas por uma organização interna coerente, eficiente e despolitizada das instituições (demasiadas e diversas) que actuam neste vector importante da economia portuguesa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Portugal e o Mar


O Presidente da Republica, Cavaco Silva, defendeu há dias a necessidade de Portugal apostar e desenvolver uma politica virada para os assuntos do mar. Penso que defendeu e bem esta ideia porque o país precisa, o país pode e o país deve.

São inúmeras as boas oportunidades que uma estratégia virada para os assuntos do mar pode proporcionar a Portugal. E não é só o aproveitamento do sol e das praias, do turismo e da imagem de um país de belezas naturais atlânticas. É também a indústria pesqueira, com a riqueza e variedade de espécies piscícolas que se conhecem e que pode ainda transformar-se num cartão de visita para o exterior, a imagem da nossa história de país de navegadores e que deu novos mundos ao mundo (um grande legado histórico) para além do aproveitamento energético potencial (futuro) com a energia das ondas.

Mas é também uma política de portos consentânea com uma estratégia comercial marítima que importa desenvolver e projectar. Aproveitando uma posição geoestratégica que pode ser determinante para a afirmação de Portugal no mundo.

Lisboa viveu muitos anos de costas voltadas para o Tejo. Que o país não viva de costas voltadas para o mar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Portugal Turístico - Costa Vicentinna


Dizem-nos os turistas estrangeiros que gostam do nosso país.

Gostam do sol, das praias, da gastronomia e da simpatia hospitaleira. Do calor latino, e, em especial, da boa cerveja, do golfe e da segurança.

Foi este um ano de sucesso turístico em Portugal (Lisboa e em especial no ALLgarve). Com um nível de ocupação hoteleira acima dos 96%. Apesar do pesadelo que nos invadiu com o caso Maddie. Caso infeliz que em qualquer país poderia ocorrer. Não por ser Portugal.

Somos um país de pérolas. Todas estas que acima referi. E o país tem espaço, tem ar, sol, àgua e vento para oferecer. Aos que estão e aos que chegam. Aos que depois partem e aos que ficam. E até ao ALLgarve, temos Tróia, Soltroia e a Comporta. Pérolas do Oceano. É visitar para ver. Praias únicas de areia branca e fina beijadas por um mar magnífico. Observadas ao longe pela Arrábida. Disponíveis com um prato de lentilhas, mexilhões, de sargos, robalos, chernes e garoupas. Até de barrosâ ou de porco preto.

Uma costa vicentina quase virgem. Impoluta. Solarenga e brilhante.

Um país de brandos costumes. Mas de brandas ousadias. Falta o crer. Servir uma procura turística com elevada qualidade em serviços de lazer especiais (clínicas médicas, descanso, recuperação, de SPA´s) com nobreza e requinte. Um mercado de futuro e para o futuro.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Meco


Venho do Meco, vivo no Meco, vivo o Meco.

Onde o som das palavras é bebido pelo oxigénio no ar e pela seiva das árvores. Onde os pensamentos são ouvidos através do canto dos pássaros.

Onde a madrugada é ímpar e onde a vista descansa no manto verde beijado pelo mar.

Que sítio este que nos absorve. Que país este que gerou este quadro, real, onde é possivel viver.

Que o país não destrua o que alguém superior criou.

Este é o nosso país, Portugal.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Um país a fogo


A ONG ambiental "Greenpeace" classificou como criminoso o que se está a passar na Grécia. Como dizia ontem uma jornalista grega, metade do país está a arder. Diz o Greenpeace que a falta de uma política florestal sustentada, referindo-se à ausência de um planeamento florestal adequado, o desconhecimento da propriedade florestal e do que pode ou não ser classificado como floresta, levando à falta de limpeza e tratamento desta, são alguns dos factores que têm provocado esta calamidade. Diz ainda que parte da culpa é dos construtores que são suspeitos de provocar parte dos fogos por razões de cariz económico, já conhecidos. Verdadeiramente sinistro.

Tudo isto nos lembra um pouco o nosso passado recente e as calamidades por que passámos. Atente-se à importância de uma política clarificadora e bem planeada que incida sobre um dos bens mais preciosos de um país - a sua floresta. Sobre a natureza e ambiente não pode haver ambiguidades, pois todos pagamos a factura, actual e futuramente. Porque será que isto acontece nos dois (até há bem pouco tempo) mais pobres e menos desenvolvidos países da UE a 15?


Neste campo, feliz o ano de 2007 e parabéns pelas medidas tomadas, que pelos vistos, algum resultado produziram.

Protejamos a floresta e amemos o mar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Portugal de Veraneio


E é assim que vemos hoje Portugal, à beira mar, com a sua gente à beira mar a olhar o mar. Agora, qual povo tristonho, antes eufórico, festejando com larga ilusão, vivendo e contando de braços largos com orçamentos de similar ilusão, de fortuna e fantasia.



Agora com humildade, essa mesma gente, que olha o mar, faz contas e relembra o passado ainda próximo de festança e abastança. Gente tristonha, comedida, pensando no que correu mal afinal.


É ainda assim este Portugal de veraneio, onde ainda alguns sonham com dinheiro. E festanças de abastanças.

Recolhem-se as velas, partem agora à aventura porque o que é bom pouco dura.


Agora pés no chão e sentido na razão. Porque olhar Portugal e viver Portugal significa pensar Portugal.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Uma política de MAR e SOL com segurança


Relembrem os nossos sítios e locais magníficos para férias junto ao mar. Excelentes praias, estâncias balneares, resorts turísticos, passeios de campo, hoteis, empreendimentos e residências para férias. Piscinas, água, muita àgua, muita gente, mar, sol, areia, golfe, jardins.

À noite, divertimento, restaurantes, bares e discotecas ou casinos.

Depois é necessário investir em condições sociais para que toda esta gente se encontre em segurança. Agentes da autoridade para precaver acidentes, bem formados e preparados. Hospitais ou centros de saúde nas proximidades. O que fazer quando tanta gente junta nestes locais necessita de apoio médico? De simples apoios de enfermagem? O serviço oferecido e disponível será o adequado, dado o potencial excesso de procura? Haverá politicas de prevenção?

Também neste campo se pode medir a qualidade da oferta turística nacional. Portugal merece, os portugueses e os nossos turístas também.


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Saudações através de "maresias"

Nasceu hoje o "maresias". Parabéns pois a mais um novo espaço e criação da blogosfera.

Aqui irei navegar contra ventos e marés através, muitas vezes, da maresia que nos envolve.

Em breve darei notícias.